Prefiro a loucura das paixões ao juizo da Indiferença

Nesta semana no programa Mkttv.tv na ALLTV, Cid Torquato e eu entrevistamos a Dra. Célia Brandão pscicóloga pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica e uma observadora do Mundo.com!

Conversamos sobre os impactos causados pelo crescente uso de novas tecnologias e pela acelerada digitalização de processos no comportamento humano, levando, em grande medida, a um grande imediatismo, com aspectos positivos e negativos.

Veja alguns comentários sobre a Sociedade Imediatista e o Mundo.com!

Perguntamos sobre a lucidez da loucura e a incoveniência da verdade no Mundo.com!
Ela observa que “Todo mundo deseja uma vida perfeita mesmo que seja online. Que lugar tem o sonhar se esse sonho corre à margem da consciência e não pode ser integrado? Manter a dissociação para suportar a incerteza e escapar do compromisso ético com a vida?

E Dra. Célia e a substituição do ser pelo ter? É o desejo de posssuir. A identidade, o ser exige um outro tipo de apropriação, é a construção de um sentido para além do meramente sobreviver.

E a Imagem da internet como uma megalópole com ruas ainda sem nome e onde ainda podemos ter o nosso nome gravado em alguma delas? É a questão da perda da identidade em um mundo globalizado. A falta de um lugar no mundo globalizado é resolvida de forma ficcional , no pertencer ao fluxo. Estar em movimento.

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Colocamos que em 12 anos de Internet, no ínicio nosso lema era conectar pessoas , agora é fazê-las participar?
Ela explica que o Internauta participa por medo de perder o controle sobre a informação. O mundo moderno detesta tudo que é sólido e durável . O valor está na liquidez, no uso instantâneo.
As confissões mais íntimas aparecem com o mesmo status da lista de compras na internet.

A introspeção cede lugar à confissão compulsiva das angústias. teclar é estar conectado. Não há o espaço do silêncio. Estar junto no silêncio. Deixar de teclar é estar fora, excluído. Pertencemos no chat à conversa, ao fluxo de mensagens e não àquilo sobre o que se conversa. As mensagens truncadas são ligadas pelas interjeições de alguém que se intromete porque não suporta o silêncio.

Perguntamos porque tantos acreditavam que a Internet seria passageiro e ela fundou uma nova forma de se relacionar para a Humanidade?
A proximidade não exige mais contiguidade física e a contiguidade física não determina mais a proximidade. O que tornou a rede eletrônica e digital um meio tão popular. A facilidade de conectar-se ou a de cortar a conexão?

Falei para ela sobre a minha tese dos riscos onde; o maior risco hoje é não correr riscos. O negócio da internet não é o maior comendo o menor mas sim o mais rápido deixando o mais lento para trás?
Aqui se coloca a questão ética da sobrevivência a qualquer custo.
A solidariedade humana é a primeira baixa causada pelo triunfo do mercado consumidor.
Antes a distância física era um obstáculo para o contato entre as pessoas. A proximidade virtual instala a possibilidade da comunicação sem relacionamento. Não exige laços anteriores e nem resulta necessáriamente em seu estabelecimento. Estar conectado é menos custoso do que engajar-se. Mas com a rapidez perdemos a possibilidade da construção e manutenção dos vínculos.

Falei para ela da minha “geração 3.0″ onde estamos sempre solitários sem jamais estar sózinhono mundo.com, utilizando identidades imaginárias e a confusão entre a vida real e a vida digital.
O Outro é avaliado como companheiro na atividade solitária do consumo, cuja presença e participação ativa esta apenas a serviço de intensificar esses prazeres.A identidade imaginária dribla a dificuldade de relacionamento com a verdadeira identidade e com a identidade do outro.

Questionamos que nesse processo os valores intrínsecos dos outros como seres humanos a quantas andam? É a preocupação com a singularidade do outro. Se voce me incomoda eu simplesmente tiro voce do meu circuito.

Mas teve muita coisa positiva, mas esssa parte assista o programa!

Célia e Cid, beijo no coração! 

No próximo programa quarta feira Cid Torquato e Indío Brasileiro entrevistam Caio Túlio Costa do IG. Imperdivel! Mais detalhes clique aqui


Sobre Gil Giardelli

CEO da Gaia Creative, onde lmplementa ações de Redes Sociais e Web Colaborativa para empresas como BMW, Mini Cooper, BillaBong, BioRitmo, Grupo Cruzeiro do Sul, Hotéis Bourbon, Sebrae, ENDEAVOR entre outras. Palestrante em mais de 700 eventos como TEDXSudeste, RioInfo, Fórum de Inovação, WebExpoForum e em empresas como TV Globo, BNDES, Vivo, Natura, Motorola dentre outras. Coordenador de quatro cursos no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM - Redes Sociais e Inovação Digital, Ações Inovadoras em Comunicação Digital e Startups, Economia Criativa e Empreendedorismo na Era Digital e Ciberarte. Professor de MBA e Pós graduação da ESPM – São Paulo e Brasília
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2 respostas a Prefiro a loucura das paixões ao juizo da Indiferença

  1. celia brandão disse:

    Caro gil
    Uma correção: quem disse que a Web2 é como a pornografia e que ninguém sabe o que é mas quando vê sabe foi você. Essa frase é sua.As demais são minhas falando Da ‘Sombra psicológica Da Tecnologia da Informação em tempos de Web 2 e da sociedade globalizada”. Esse é o lado negro digamos… mas na entrevista da ALLTV abordamos também a riqueza que existe nos blogs e o potencial revolucionário escondido nos sites de relacionamento além do papel da tecnologia no incremento dos métodos educativos e no incentivo à responsabilidade social. Abraço. Celia
    Ps Gil sugiro que post com cores diferentes cada uma das falas ; as minhas e as suas.

  2. Jacque disse:

    Gostei dessas falas aqui: “A identidade imaginária dribla a dificuldade de relacionamento com a verdadeira identidade e com a identidade do outro.”
    “É a preocupação com a singularidade do outro. Se voce me incomoda, eu simplesmente tiro voce do meu circuito.”
    É bem desse jeito mesmo! Relacionar (ou não relacionar) tornou-se muito simples e fácil.

    Como disse Cláudio Costa (um psiquiatra blogueiro daqui de BH – Pras Cabeças: http://prascabecas.blogspot.com ): Blogo, logo existo! Se blogo, é porque quero ser lido – é uma vaidade.
    Beijos.

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