Feminismo, internet, artes plásticas e Joyeux anniversaire

Priscila Tortorete, é a nossa Louise Bourgeois! Priscila é Brasileira, linda inteligete e digital. Louise é francesa, inteligente e artista plástica. Ambas são Feministas!

Louise Bourgeois fez aquela aranha que você pode ver no MAM, – a imensa aracnideo nos dá trabalho, doação, proteção e previdência. A potência da teia oferecer-nos acolhida ou enredar-nos como uma presa. Você não conhece mulheres assim?

Quase cem anos depois da obra de Louise, Priscila Tortorette escreveu este artigo sobre a Internet e o Feminismo. Brilhante! A imensa Aranha e o texto digital se completam, fecham os séculos. Bon Voyage!

“A internet é o espaço mais democrático que a criatividade humana desenvolveu ao longo de sua história. Uma de suas características mais marcantes é ter colocado as pessoas em pé de igualdade quando se trata de adquirir, compartilhar ou disseminar conhecimento. Para as feministas, é o esboço mais bem acabado de um mundo em que falam mais alto a competência e o empenho. Basta observar a força da presença feminina nos grupos de discussão nas mais diversas áreas de interesse da sociedade moderna… (CONTINUE na próxima página.)

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As regras do teatro social que demarcam o palco estabelecendo as posições dos atores conforme o gênero, a raça, a origem social e o saldo bancário, simplesmente desvanecem quando se está no mundo virtual. Os internautas são, antes de tudo, gente disposta a se comunicar.

Para as mulheres, que ainda batalham no sentido de serem enxergadas como iguais, a internet é ferramenta preciosa. Significa um novo patamar de comunicação verdadeiramente libertária, que escapa dos filtros sociais já entupidos de velhos preconceitos. Considerando verdadeira a premissa de que a comunicação é a raiz dos avanços, positivos ou não, da humanidade e que o livre exercício desse direito foi sistematicamente escamoteado à mulher, a imensa janela aberta pela web merece cuidadosa atenção. É por ela que entra o mais importante sopro de renovação das relações humanas e sociais que o planeta testemunhou.

Hoje as pessoas podem reunir-se em grupos específicos para falar sobre economia, filosofia, arte, cuidados com a saúde, política, sexo, amor e carreira profissional. Não precisam obrigatoriamente se deslocar para ter acesso a informações importantes. Este é um fator fundamental para as mulheres cujo tempo precisa ser dividido entre múltiplas atividades. Ao participar desses grupos é possível vivenciar a liberdade de expressão, emitir opiniões e expor a sensibilidade feminina ao crivo de realidades muitas vezes surpreendentes.

É importante lembrar que os grupos de discussão tendem a cada vez mais gerar resultados concretos. Idéias inovadoras não raro saltam desse chamado universo virtual, adquirem corpo e encontram adeptos na dura realidade que bloqueia avanços essenciais ao bem-estar geral. É nesse espaço que as ongs, outro campo de marcante e decisiva presença feminina, disseminam projetos e esperança de caráter plural.

A interatividade permitida pelos fóruns de discussão demonstra o quanto os grandes veículos tradicionais de mídia ainda suprimem as questões mais incômodas quando se trata de abordar a instigante participação feminina no cotidiano do mundo. A verdadeira explosão dos blogs na internet, com expressiva participação de mulheres, reforça a tese de que a história delas não tem sido contada, ou entendida, corretamente. A internet também dá voz, dá vez, libera a pista para a decolagem.

Tudo isso ainda é muito novo, e, como toda novidade, ainda está disponível a uma pequena parcela da população mundial. No caso do Brasil e outros países pobres ou emergentes impregnados pela desigualdade social, o acesso em massa ao mundo digital talvez demore mais que o desejado. Enquanto se desenrola esse processo, que as mulheres percebam as oportunidades em jogo, busquem alternativas e aprendam a utilizar esta ferramenta tecnológica.

É preciso preparar o terreno para novas conquistas, aproveitar o livre trânsito do pensamento em defesa das boas causas. A internet está aí, à disposição. Esta é a mídia de características democráticas jamais permitidas. Feminina por definição e plural por vocação, a internet é o veículo perfeito para a viagem da humanidade em direção ao futuro. A internet é o espaço mais democrático que a criatividade humana desenvolveu ao longo de sua história. Uma de suas características mais marcantes é ter colocado as pessoas em pé de igualdade quando se trata de adquirir, compartilhar ou disseminar conhecimento. Para as feministas, é o esboço mais bem acabado de um mundo em que falam mais alto a competência e o empenho. Basta observar a força da presença feminina nos grupos de discussão nas mais diversas áreas de interesse da sociedade moderna.

As regras do teatro social que demarcam o palco estabelecendo as posições dos atores conforme o gênero, a raça, a origem social e o saldo bancário, simplesmente desvanecem quando se está no mundo virtual. Os internautas são, antes de tudo, gente disposta a se comunicar.

Para as mulheres, que ainda batalham no sentido de serem enxergadas como iguais, a internet é ferramenta preciosa. Significa um novo patamar de comunicação verdadeiramente libertária, que escapa dos filtros sociais já entupidos de velhos preconceitos. Considerando verdadeira a premissa de que a comunicação é a raiz dos avanços, positivos ou não, da humanidade e que o livre exercício desse direito foi sistematicamente escamoteado à mulher, a imensa janela aberta pela web merece cuidadosa atenção. É por ela que entra o mais importante sopro de renovação das relações humanas e sociais que o planeta testemunhou.

Hoje as pessoas podem reunir-se em grupos específicos para falar sobre economia, filosofia, arte, cuidados com a saúde, política, sexo, amor e carreira profissional. Não precisam obrigatoriamente se deslocar para ter acesso a informações importantes. Este é um fator fundamental para as mulheres cujo tempo precisa ser dividido entre múltiplas atividades. Ao participar desses grupos é possível vivenciar a liberdade de expressão, emitir opiniões e expor a sensibilidade feminina ao crivo de realidades muitas vezes surpreendentes.

É importante lembrar que os grupos de discussão tendem a cada vez mais gerar resultados concretos. Idéias inovadoras não raro saltam desse chamado universo virtual, adquirem corpo e encontram adeptos na dura realidade que bloqueia avanços essenciais ao bem-estar geral. É nesse espaço que as ongs, outro campo de marcante e decisiva presença feminina, disseminam projetos e esperança de caráter plural.

A interatividade permitida pelos fóruns de discussão demonstra o quanto os grandes veículos tradicionais de mídia ainda suprimem as questões mais incômodas quando se trata de abordar a instigante participação feminina no cotidiano do mundo. A verdadeira explosão dos blogs na internet, com expressiva participação de mulheres, reforça a tese de que a história delas não tem sido contada, ou entendida, corretamente. A internet também dá voz, dá vez, libera a pista para a decolagem.

Tudo isso ainda é muito novo, e, como toda novidade, ainda está disponível a uma pequena parcela da população mundial. No caso do Brasil e outros países pobres ou emergentes impregnados pela desigualdade social, o acesso em massa ao mundo digital talvez demore mais que o desejado. Enquanto se desenrola esse processo, que as mulheres percebam as oportunidades em jogo, busquem alternativas e aprendam a utilizar esta ferramenta tecnológica.

É preciso preparar o terreno para novas conquistas, aproveitar o livre trânsito do pensamento em defesa das boas causas. A internet está aí, à disposição. Esta é a mídia de características democráticas jamais permitidas. Feminina por definição e plural por vocação, a internet é o veículo perfeito para a viagem da humanidade em direção ao futuro.” Priscila Tortorette.

pri, joieux anniversaire … desculpe muito atrasado … bjks no coração

Sobre Gil Giardelli

CEO da Gaia Creative, onde lmplementa ações de Redes Sociais e Web Colaborativa para empresas como BMW, Mini Cooper, BillaBong, BioRitmo, Grupo Cruzeiro do Sul, Hotéis Bourbon, Sebrae, ENDEAVOR entre outras. Palestrante em mais de 700 eventos como TEDXSudeste, RioInfo, Fórum de Inovação, WebExpoForum e em empresas como TV Globo, BNDES, Vivo, Natura, Motorola dentre outras. Coordenador de quatro cursos no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM - Redes Sociais e Inovação Digital, Ações Inovadoras em Comunicação Digital e Startups, Economia Criativa e Empreendedorismo na Era Digital e Ciberarte. Professor de MBA e Pós graduação da ESPM – São Paulo e Brasília
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Uma resposta a Feminismo, internet, artes plásticas e Joyeux anniversaire

  1. Saulo Machado disse:

    Muito bom. E essa aranha, com as patas se transformando em pontos, simboliza muito a Sociedade em Rede, que é diferente da sociedade que vivia fechada.

    A internet foi decisiva para essa transformação.

    Saulo

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