
“As sete horas da manhã, a cidade está trabalhando. As ruas fervilham. Crepitam, roncam. São Paulo não é uma cidade. São Paulo é uma turbina em que milhões de mêcanicos se agitam alucinadamente. O ar treme. Estamos no porão de um navio. Esquentamos as máquinas. Agora, a partida não vai tardar, é uma cidade de alto mar… São Paulo é pesado e rude, sem alma nem virtude e, no entanto, um esplendor, um dos lugares enfeitiçados da nossa época?” Gilles Lapouge!
Recentemente o Language Monitor colocou São Paulo como um das dez cidades mais Fashions do mundo! Repara-só, quanta efervescência criativa nas ruas de São Paulo!
A Revista Wallpaper destacou a arquitetura de São Paulo! São Paulo na década de 90 foi eleita a Capital Mundial da Gastronomia existem mais de 50 tipos de cozinhas da mongólia a Sueca, do Tibet ao Vietnã!
Aqui cabe gente do Sul, Norte, de outro continente! Cabe todo mundo! Olhe em volta, tem gente do mundo inteiro! Eu sou o retrato de São Paulo, meu pai filho de italianos e minha mãe filha de índios e mulatos! Aqui cabe você, você e você! Passei minha infância colhendo tartarugas na praça de república e nos dias quentes nadando no chafariz da praça da Sé! Garotos inconsequentes minha mãe falava ;0)
Então eu compartilho com você, vem pra cá e caminhe no jardim Botânico e o esplendor de Burle Marx. Vá até o pavilhão Japonês no parque do Ibirapuera. Veja a elegância dos jardins, embriague-se na Vila Madalena, pedale por moema e contemple a grandiosidade da Avenida Paulista, seus cinemas, seus museus e seus sorrisos!
Vá até a barulhenta 25 de março, a oriental Liberdade, a elétrica Santa Efigênia, adentro no Centro de São Paulo, comece no opulente Colégio Caetano de Campos, cruze a Onipotente Catedral da Sé, a charmosa casa da Baronesa de Santos, a simplicidade do Páteo do Colégio, as cores do Viaduto do Chá e a Grandiosidade do Teatro Municipal escorregue na trepidante zona menestrel e sua boca do lixo. Perceba a dualidade de São Paulo. Rica e miserável, bela e feia, acolhedora e assustador.
Ai você vai entender o que Lapouge quiz dizer com “Você caminharia durante semanas por todas essas ruas, consultoria dez mil guias e mapas, perguntaria o caminho a todo mundoe jamais entraria na cidade. Então, essa cidade, que coisa enervante, onde ela está? Você está reduzido a imagina-la, e que cidade será esta, para ter direito a um subúrbio desses?”
Seja bem vindo, e quando visitar São Paulo se desejar serei um sorridente guia! ;0)
E você conte para nós sua história de São Paulo, conte para a Humanidade 4.0 o que você recomenda nesta cidade? Compartilhe!
Este post está em Beta e será sempre atualizado! ;0)





Essa é Sampolandia City!!!
Muito legais o texto e o blog, Gil! Parabéns! Morei um bom tempo em SP e costumo ir à cidade pelo menos duas vezes ao mês. Adoro cidades e confesso que tenho uma relação de amor e ódio com SP (com o Rio, paixão à parte, não é muito diferente). Há muitas experiências e percepções que poderiam ser contadas, mas vou me ater a uma delas: semana passada, fiquei hospedado no Ibis em frente ao shopping Morumbi e, entre um compromisso e outro, resolvi andar e fotografar alguns aspectos e detalhes da região. Ok. Acontece que andar por lá é uma aventura. Lembrei de um curta que assisti em um festival que mostra um personagem alucinado por não conseguir atravessar uma avenida… Ele acaba se tornando um náufrago na faixa central entre as pistas, que tem uma árvore solitária… A metáfora é óbvia, mas boa… Andei pela Marginal, numa calçada minúscula, entrei numas ruas desertas em plena luz do dia… Tentei entrar numa praça que fica ao lado da TV Globo, mas fui informado de que não podia – o acesso era limitado aos funcionários… Mas não havia ninguém, com exceção de… um segurança solitário. Eu queria encontrar um ângulo legal para fazer umas fotos da bela ponte que se tornou um dos símbolos da cidade. Acabei fazendo as fotos, mas o que mais traduziria SP, a meu ver, era a sequência de rostos tristes e calados no ponto de ônibus em frente à TV Globo. Para mim, aquela era uma foto que diria sobre um lado vivo de SP que não entra nos rankings das cidades mais fashions do mundo. Voltei para o hotel com a foto na minha cabeça e a sensação de que SP é uma típica metrópole de terceiro mundo, em que carros e prédios de beleza duvidosa sobressaem entre pessoas nos pontos de ônibus e calçadas estreitas e vazias…
Abraço!
Leonardo
Oi Leonardo, concordo é a dualidade da megalopole!
E as fotos, estou curioso! Colocou no Flickr? Compartilhe!
Abs, GG
Ah, claro!
As fotos estão em:
http://www.flickr.com/photos/odarafotos/
Grande abraço,
Leonardo
Costumo ser aquele mártir que defende a cidade numa conversa entre amigos, todos doidos para que o fim de semana chegue e possam viajar para a praia.
Adoro cidades grandes e o que mais gosto delas é que não nos permitem fugir da realidade muito tempo, dos rostos tristes e dos caminhos errados que a humanidade escolheu, mas também nos proporcionam vivenciar tudo de melhor que nossa racionalidade e nossa emoção constróem todos os dias.
Todas as cores, sons, gostos, texturas, traços de corpo e de alma à nossa disposição, elétricos e intensos. É isso que provavelmente me manterá por aqui e que, de vez em quando, me leva a uns 2, 3 dias de “férias” num chalezinho qualquer.
PS: Lindas fotos Leonardo
São Paulo é vida que pulsa resumindo os deuses com todas as suas potencialidades e debilidades.
É a casa do mundo. Pintada com o matiz do oriente e do ocidente. Com portas abertas para se chegar aos corações paulistanos.
Gil, conheci seu blog através daquela palestra na FAPCOM, sei que não vai lembrar, mas eu te perguntei depois da palestra sobre Educação.
Muito interessante seus posts, assim como sua palestra.
Essa dualidade (miséria e riqueza) de SP entristece quem vê a miséria nas ruas, mas não basta ficar triste e não fazer nada né…eu moro no ABC e a coisa não é tão diferente (só é mais escondida), mas é muito bom ir para SP e perceber esse ar diferente, com uma sociedade tão misturada e um jeito tão peculiar. SP é encantadora por muitos aspectos, gatronomia, arquitetura…é uma pena que nem todos consigam ou possam apreciar!
Amo cidades grandes, cidades diversidades. São Paulo é como se fosse minha segunda casa independende da cama onde durmo. Amo a 25 de março e a Paulista, os botequins e os restaurantes, as feiras e os museus. Aprendo. Divirto. Admiro.Espero que vc continue me guiando, pq sempre há novidades, mesmo nas repetições. Parabéns pelo post, escrito com o coração. bjs.
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