Por Carolina Beu, post originalmente no excelente blog de Abílio Diniz
Interatividade, dinamismo e colaboração são conceitos-chave da chamada era 2.0 da web. Agora, esqueça a tecnologia e pense em uma roda de amigos, na conversa animada e nas confidências que só os grandes companheiros são capazes de compartilhar. Notou algo similar? Pois é, o sucesso e o alcance conquistados pelas ‘contemporâneas’ redes sociais nos deixam uma mensagem clara: amigo é mesmo coisa para se guardar, seja do lado esquerdo do peito, debaixo de sete chaves ou na preciosa lista de contatos do Facebook, Twitter, Orkut… E isso só para ficarmos nos serviços mais populares.
Considerado o nono maior mercado de internet no mundo, o Brasil possui também um dos povos que mais faz amigos nas redes sociais. De acordo com um recente levantamento realizado pela TNS, empresa internacional de pesquisas, os brasileiros ocupam o 2º lugar no ranking de mais ‘amistosos na rede’, possuindo em média 231 amigos por profile. A pesquisa, que analisou o perfil de 48,8 mil pessoas entre 16 e 60 anos em 46 países, é encabeçada pelos malaios, com 233 contatos. Mas, afinal, o que é peculiar ao internauta brasileiro?
“Nós, brasileiros, gostamos de fazer amigos. Você é apresentado hoje para alguém e amanhã já deseja ser seu amigo no Orkut, Facebook ou segui-lo no Twitter”, afirma Gil Giardelli(@gilgiardelli), especialista em mídias digitais e coordenador dos cursos na área de inovação digital da ESPM. Neste contexto, as novas mídias estão se revelando verdadeiras extensões das relações sociais e profissionais, condição que acaba se traduzindo em interações mais frequentes e duradouras. Segundo Giardelli, o comportamento do brasileiro nas redes sociais se assemelha à dinâmica de uma sala de estar: “sempre te convidam para tomar um café, comer um bolinho e conversar”, descontrai.
“Eu amo redes sociais e uso diariamente porque tenho internet no celular. Não dá mais pra imaginar a vida de um jovem sem isso”. É com esse entusiasmo que a jornalista e atriz carioca Bebel Clark (@bebelclark) assume seu perfil de ‘hard user’ de redes sociais. A jovem de 25 anos possui cerca de 600 contatos no Facebook e 720 seguidores no Twitter. “Acho que estas são ótimas ferramentas para quem quer conhecer gente, se expressar, ver e ser visto”, diz.
E não há mesmo dúvidas de que a internet está transformando a maneira como vivemos, interagimos e nos desenvolvemos. De acordo com Giardelli, estudos recentes da Universidade King’s College London revelam que a internet não revolucionou apenas nossa forma de viver e de se relacionar. Revolucionou também o nosso cérebro. “Quando você está na web e tem o sentimento de fazer a coisa certa, engajar-se em uma causa ou contribuir para o mundo, uma parte do seu cérebro chamada nercotex é afetada. Isso gera uma sensação de bem-estar semelhante à prática esportiva ou ao ato amoroso”, esclarece o especialista.
Olá, trabalho com web e design e utilizo redes sociais para os clientes e minha imagem, mas fora disso nem sinto a necessidade de utilizá-la, realmente não mudou nada nesse aspecto, até um tanto contraditório com a introdução do post. rs rs. abraços
Tenho visto que a áreas da ciência têm se voltado mais para o estudo do humano que há no homo sapiens. É importante que essas hierarquias subjetivas entre as ciências dêem lugar para a coisa maior que é a pesquisa com um objetivo social.
Isso é muito importante se quisermos (realmente) evoluir. Descobrir o que somos é muito importante, porém, se não projetarmos o que queremos ser ao descobrir o que somos, o objetivo é vazio.
A sensação cerebral quando nos engajamos em algo, toma conta de nós. Ao nos tornarmos útil a alguém ou a algum grupo, cumprimos a nossa vocação de viver.