Se você não é artista de circo ou um desenho animado para protagonizar a famosa cena do mergulho em um copo d’água, não fará sentido nenhum se arriscar em um mergulho desses.
Mas é isso que tenho visto. Imaginei que seria cada vez pior, cada vez mais raso. Em um mundo globalizado onde a multidisciplinaridade é muito valorizada, as pessoas se viciaram a compartilhar e a se deter em conteúdos “vazios”. Falam de tudo, mas não sabem de nada.
Associados a uma imagem “fofinha” ou “polêmica”, são esses os conteúdos campeões nas redes sociais. Reinando absolutos nesse cenário temos os festejados infográficos. Pesquisa realizada pela equipe do blog Social Media Today traz dados concretos sobre o que todos já sabiam: as fotos ainda proporcionam mais engajamento que qualquer outro tipo de conteúdo nas redes. Os leitores online estão se tornando cada vez mais preguiçosos, acomodados e imediatistas.
Até quando iríamos caminhar com essa sociedade imediatista e imagética? Para nossa sorte, parece haver uma luz no fim do túnel. E não se trata de uma luz minguante, mas sim um verdadeiro clarão. O Huffington Post, um dos veículos de comunicação mais respeitados da internet e que produz, em média, 150 artigos por dia, está propondo algo novo: uma pausa para respirar.
Ariana Huffington, presidente e editora-chefe, classificou a iniciativa como “movimento da notícia lenta”. Propõe que o leitor consuma textos longos, de jornalistas consagrados, que fogem da informação “fast-food”.
Há algum tempo essa tem sido a queixa maior dos amigos, alunos e colegas quando o assunto é produção e compartilhamento de conteúdo. Expressar um conhecimento de forma ampla e completa se tornou tarefa árdua. Sempre temos que cortar uma palavra, tirar um, dois, até mesmo três parágrafos inteiros. E se o conteúdo na timeline do Facebook tiver o botão com a opção “ver mais”, é o fim do produtor de conteúdo das redes sociais.
Espero ver cada vez mais textos que tenham algo para me dizer, que acrescentem ao meu conhecimento ou me façam refletir como ser humano, aflorando sentimentos escondidos sob as toneladas de informações sem qualquer sentido ou propósito que me sufocam a cada segundo, vindas de todas as direções, ferramentas tecnológicas e digitais.
Contraditório se sentir afogado com a água batendo no meio da canela, não?
Com colaboração de Rodrigo Theodoro

É isso aí: quem disse que excesso de informação gera conexão? Esta reflexão vou compartilhar, rs.
É isso aí Gil e Rodrigo!
Essa é uma questão com as quais mais tenho me preocupado desde que resolvi “mergulhar de cabeça” no mundo das mídias sociais.
Aparentemente, a maioria das pessoas se contenta em reproduzir o lixo televisivo que invadia a casa delas muito antes de se plugarem à internet…
Escrevi um artigo a esse respeito chamado “Qual o papel e a responsabilidade das mídias sociais na sociedade?”
http://www.irradiandoluz.com.br/2010/11/qual-o-papel-e-responsabilidade-das.html
Sobre o Movimento Slow News, acredito que tenha se inspirado no Movimento Slow Blog, blogar lentamente, o qual aderi há alguns anos:
http://www.irradiandoluz.com.br/2008/12/manifesto-slow-blog-blogar-lentamente.html
Parabéns pelo raro conteúdo de qualidade em plena Era da Obesidade de Informação!
Abraços,
Gabriel Dread
http://www.irradiandoluz.com.br/2008/12/manifesto-slow-blog-blogar-lentamente.html
Penso é que estamos sendo inundados por “leitores online mais preguiçosos, acomodados e imediatistas”. Os velhos internautas mais esclarecidos e formuladores (de 95? prá cá), estamos em franca e minguante minoria. A imbecilização populoide não contaminou apenas as artes, a propaganda e as comunicações – TV a cabo já se imbeciliza a passos largos, a CBN se superficializou – mas a própria internet. Faça qualquer pesquisa no Google os primeiros links serão de receita, musica etc populachos…
Isso é realmente a realidade. Postei algumas crônicas de minha autoria no Facbook e percebí que poucas pessoas leram.
Outro ponto importante é que qualquer matéria postada, por melhor que seja, só tem acessos no primeiro, segundo dia de postada, pois o acúmulo de fotos com mensagens, que não refletem nada do que pensam, sobrepoem os textos com algum conteúdo, pois é bem mais fácil para as pessoas que não estão habituadas a leitura, ler textos curtos, com imagem de impacto.
POr isso, acredito que o facbook ou qualquer outra ferramenta do gênero, não é o instrumento apropriado para pessoas que gostem de ler.
Para mim, os blogs, apesar de não ter a dinâmica de costantes acessos, expõem melhor os conteúdos dos que apreciam a leitura.
São horas de pesquisa para acabar em imagens sem grandes significados e frases curtas que causam impacto. Fazemos publicidade nas fanpages e não conteúdo informativo. Observe fanpages e veja que os posts mais curtidos são os que falam do produto em uma imagem fun (ou não) e uma frase curta que de repente nem deve ser lida.
Conteúdos relevantes são perdidos em meio a imagens que se dizem valer mais que mil palavras… fazemos perguntas abertas ao seguidores e as respostas são um clique no “Curtir”. Ja os comentários expontâneos encantam o cliente com tantos posts que falam AMOOO.
Mas realmente há luz no fim do túnel, porque existem pequenos movimentos que já se portam de forma diferente. Mas neste momento é um pouco frustrante
Tenho percebido este comportamento já faz algum tempo. Na minha opinião, as pessoas gostam de conteúdos superficiais, porque não precisam pensar para entender: ler ou escrever. Algumas poucas pessoas famosas e formadoras de opiniões, se dizem frustradas com as redes sociais, mas acho também um exagero deles, porque existe uma pequena parcela de usuários que postam conteúdos signifinantes e são nesses portos que devemos ancorar.
Relevante e desafiador…
Ótimo texto.
Mostra mais um sintoma inequívoco da IDIOCRACY:
http://www.emversaobeta.com/2012/05/um-dia-voce-acorda-e-sesurpreende-com-o.html
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Essa msg:as pessoas se viciaram a compartilhar e a se deter em conteúdos “vazios”. Falam de tudo, mas não sabem de nada! eu assino embaixo.Uso muito o facebook e até compartilho muita coisa e percebi que as pessoas não compartilham quando o assunto toca em ponto fraco de cada um.Ninguém gosta de ser cutucado em sua ignorâncía, é mais facíl ser alguém menos instruído , do que ter que admitir que sabe pouco da vida. Eu sou péssima em leituras longas, sem conteúdo e que fica repetindo palavras, mas amo um bom livro de auto-ajuda , e outros.Abraços
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